Podia ter tido um sonho destes. Um sonho em que passava a tarde a pescar, e à noite tinha em cima da mesa, com um garfo de um lado e uma faca do outro, os frutos da minha paciência.  Ou em que mergulhava de cabeça  num conto de fadas e tinha em cima da mesa, com um garfo de um lado e uma faca do outro, o mar, o rio e a montanha. No dia anterior lá estava lá como um bom pé-rapado dentro de uma tenda num parque de campismo, algo que faço com muito gosto. Mas não há dois dias iguais! Acordei e a minha companhia de viagem disse-me: “Vamos ter mais um dia de estrada, mas este será diferente, não  nos esqueceremos!”. Lá fomos nós, e às tantas, após uma encruzilhada, vimo-nos como que a descer um desfiladeiro. Cheguei a pensar que íamos parar no fim do mundo. Quanto mais descíamos, mais serpenteava a estrada. E quando menos esperávamos (ou quando já não esperávamos…) um  lugar meteu-se na nossa estrada, estávamos lá, tínhamos finalmente chegado ao destino. Casa Marcial, sim, lá estávamos nós. No jardim junto ao parque de estacionamento por onde entrámos, gente muito aprumada naquilo […]
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Depende de que lado bebemos um copo de vinho! “Em Portugal, as pessoas são imbecis ou por vocação, ou por coacção, ou por devoção” – Miguel Torga. Gosto de beber um copo! Confesso, e assumo, sou aquela pessoa com espírito de rico em corpo de pobre! Gosto de escolher e aconselhar bem, bons lugares com uma boa relação preço/serviço. Convite de amigos para um concerto de jazz, pelo caminho alguém sugere um copo antes: – E porque não numa típica casa regional, que nos saia em conta (isto, claro, em Lisboa)? Fomos a uma casa com sabores alentejanos, “Lisboa na moda”, o interior estava a abarrotar, retomámos a calçada, muito turística, e qual o espanto!? A casa tem uma parte não só virada para a calçada mas também com uma pequena esplanada, vimos uma mesa vazar… zás!, a nossa oportunidade, todos muito felizes com a nossa reacção rápida. Veio a carta de vinhos, e claro que para nós não havia duvidas, era o da casa e pelo sim, pelo não, certificámo-nos de que era mesmo o da casa. – Quatro copos de vinho, por favor! Era a gula por um copo para o caminho antes do jantar, e depois o […]
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Gosto destes dias soalheiros! A única coisa que peço, como diria a qualquer um que me entrasse porta adentro, é que quando chegarem peçam licença. Se não é muita areia para a minha cabeça, é muito pisca-pisca. Já sei que a Primavera só começa em Março. Todos os dias em que saio de casa penso que estamos no Inverno, claro, e toca a encasacar-me; a meio do dia preciso quase de uma mala para a roupa que levo porque já não aguento o calor. Ao sol, claro! À sombra é outra conversa! Verdade que só ao sol vejo o pessoal a “tostar”. Talvez seja um problema meu. Ou a falta do swag. Sim porque em casa tenho uma turma com muito swag, e um dos da turma pertence à ala dos que não põem casacos. Porque há varias categorias dentro do swag (se é que eu percebo alguma coisa do assunto). Mas quando se cruzam uns com os outros quase que só de t shirt não se ouve mas vê-se (cumprimento com um movimento de dança). – Dab – Dab para ti também A esta altura, já imagino os meus filhos, ao lerem estes meus devaneios, a levarem as mãos […]
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Sempre me disseram para ter cuidado com os caminhos da vida. A vida é assim! Aqui estou! No interior das minhas sete vidas! Se é que se pode ter mais do que uma. Aliás, podemos ter sortes diferentes, mas não podemos é deixar de sonhar. Se me perguntarem qual era o meu sonho em criança, sinceramente não me lembro, creio que tudo menos a fotografia. – “Ser menino é estar cheio de céu por cima” (Mia Couto) Quero continuar a ser esse menino… que mesmo sem ter sonhado, acordou dentro desse sonho que é a fotografia. Escolhi para o início desta aventura esta imagem a pensar na infância, na infância que podia ter sido a de qualquer ser à espera da sua sorte. Num lugar onde nos ensinam a ter sempre um sorriso para quem nos visita e onde aprendemos que a carne ou a fruta não nascem no supermercado.
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