Em 1890, Guerra Junqueiro foi eleito deputado pela segunda vez, representando então o distrito de Quelimane, em Moçambique. Através do espólio depositado na Casa-Museu Guerra Junqueiro, esta exposição ficciona o seu encontro com um território que nunca visitou. A viagem que Guerra Junqueiro nunca fez é a minha primeira exposição individual. Será inaugurada às 18h do próximo dia 7 de Março, na Casa-Museu Guerra Junqueiro (Rua de Dom Hugo, 32), Porto.
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Sim! Gosto do conceito! Sim! E o meu Moçambique é escusado dizer que amo, como é lógico, sem sobra de dúvida que sim! Mas já que me sentei ao computador para falar do My Love, vou tentar traduzir essa maneira muito particular de estar dentro de um transporte: abraços muito apertados ao próximo, e, por sua vez, do próximo também ao seu próximo, (quase) todos em pé até preenchermos os espaços vazios de uma carrinha ou de um barco, afinal é uma questão de sobrevivência, pois só assim, completamente cheio, o transporte terá ordem de marcha. Assim nos fazemos transportar em Moçambique. Amor ao próximo do verdadeiro, abraços e bem fortes são a regra; em caso de incumprimento, podemos correr o risco de ir parar ao alcatrão, debaixo do carro em que seguíamos e atropelados pelo próprio, ou então ao mar, trucidados pelas hélices do barco que nos transportava. Acontece. Chamam-se My Love as carrinhas de caixa aberta que servem de meio de transporte alternativo ao vulgo Chapa 100 (uma espécie de minibus), também este alternativo ao machimbombo (autocarro) e aos TPM (Transportes Públicos de Moçambique). O mesmo se pode aplicar aos barcos, diria eu, sendo que nos barcos há […]
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